terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

FOME E SEDE

De novo a mesma e batida frase, ``tenho fome de Ti senhor``,``mais de Ti e menos de mim``. Essas frases de efeito tem sido repetidas, juntamente com inumeras outras frases, de uma maneira tão repetitiva que tem sido possivel dar um nome para elas. Frases sem efeito.
Parace radicalismo da minha parte, mas não é. Com certeza em cada dez repetições, apenas duas são realmente sinceras. Quando penso nessa realidade, a realidade de que grande parte dos jovens que frequentam as igrejas evangelicas espalhadas pela nossa cidade nunca estiveram realmente face a face com Deus, tenho vontade de chorar compulsivamente. Essa realidade me corta o coração, certamente magoa muito mais o coração de Cristo, que se deu por cada um de nós.
Por outro lado, o lado de dentro das igrejas, se percebe que o problema não é apenas das massas de jovens anincéfalos espirituais, é principalmente nossa, os que somos os anciões de nossas igrejas. Temos permitido que certos comportamentos potencialmente destrutivos para a formação de um caráter cristão bem desenvolvido sejam, inclusive, estimulados entre os jovens, por nós mesmos.
Assusta pensar que daqui a alguns anos, quando realmente me tornar um ancião, uma geração de pessoas desprovidas de vida nova em Cristo serão os pastores e líderes que meus netos irão seguir.
No inicio deste artigo eu mencionei o fato de se cantar, de maneira semelhante ao que se ouve em um templo budista o mesmo em um culto hinduista, frases que não dizem nada a quem está cantando, pois bem, é verdade, mas ainda resta esperança. Ainda há luz no fim do túnel. Isso porque a mesma geração que cresceu ouvido os mantras gospel tem sentido a necessidade de conhecer de maneira pessoal o Alvo de suas canções, ou seja, Cristo.
Enquanto escrevo este texto, estou na igreja, ouço o ensaio de um grupo que tem tido essa disposição, a disposição de realmente conhecer a Deus. Louvo a Deus por ter me dado vida até esse momento, afinal, estou vendo o inicio de um verdadeiro avivamento. Que sopre o vento, que as águas encham as cisternas e que, cada vez mais, desejemos muito mais de Cristo e muito menos de nós.
Pr. Humberto