sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Poderia ser muito mais fácil.
Começo esta pastoral com a certeza de meus atos nem sempre glorificam a Deus. Tenho certeza que preciso modificar em muito minha vida para me tornar mais parecido com o Senhor Jesus, esse é o nosso ideal, portanto, como servo de Deus em desenvolvimento desafio você a procurar transformar a sua vida a medida da vida de nosso Senhor. Esse sempre foi o interesse de Deus para cada um de nós, que fossemos semelhantes a Ele, Sua Palavra está repleta de frases com a seguinte expressão: “sede santos como Eu Sou Santo”. A primeira vista nos parece algo impossível de se conseguir, de certa maneira é verdade, porém, se olharmos para o verdadeiro modelo de vida nós seremos capazes de nos aproximar cada vez mais de Deus, dessa forma O agradaremos e O serviremos como Ele deseja.
Certamente o que nos impede de servir a Deus é a nossa própria natureza egoísta e a maneira como nos desviamos do caminho que Ele nos traçou. Ao invés de nos ligarmos na Sua santidade e de ouvirmos a Sua doce voz, nos ligamos em nossas próprias vontades e certezas. O fato que nos faz pensar é que, diferente do que muitos pensam, fazer a Vontade de Deus é infinitamente mais fácil do que trilhar o nosso próprio caminho. Cada vez que tentamos resolver nossos dilemas com a nossa própria sabedoria nos afastamos mais do ideal de Deus, cada vez que deixamos de lado a Sabedoria Divina e nos concentramos na nossa própria ciência nos pegamos agindo de maneira oposta ao que o Senhor deseja para nós. Qual é o resultado disso? Fica cada vez mais difícil caminhar em direção a uma vida melhor e mais saudável. Fica cada vez mais difícil caminhar, afinal, colocamos sobre nossos ombros um peso que não precisaríamos carregar.
O Senhor Jesus nos disse: “ —Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso.” (Mateus 11:28 NTLH), então por que é tão difícil confiar Nele, por que é tão difícil deixar sobre o nosso fardo e carregar o Dele? Pelo fato de não olharmos para a cruz. Se formos capazes de compreender que o preço que o Senhor pagou por nós é suficiente para nos livrar de todo o impedimento e de todo o peso de nosso dia a dia, vamos ser capazes de servir com muito mais alegria e será muito mais fácil demonstrar o Seu imenso Amor. Que Deus nos ajude a caminhar em Sua direção sem que nos desviemos para nenhum lado.
Pr. Humberto
Comece a andar
Hoje tenho certeza de que não estamos sós, há muita gente que vez por outra se sente tão desanimado que julga que o mundo caiu em sua cabeça. Digo que não estamos sozinhos por alguns motivos, principalmente por dois: eu também passo por momentos de ruins, não se sinta sozinho, estamos juntos nessa; em segundo lugar, Moisés, foi um dos homens de Deus que mais se sentiram inúteis e despreparados. Veja esta passagem: “Moisés perguntou a Deus: - Quem sou eu para ir falar com o rei do Egito e tirar daquela terra o povo de Israel?” (Êxodo 3:11 NTLH), aparentemente não há nada de errado, afinal sentir-se despreparado diante de Deus é normal, por outro lado, e é aqui que aconteceu o pecado, Moisés estava sendo enviado pelo próprio Deus para cumprir um missão. Não era nada de sua própria cabeça, não era o seu desejo, Deus o enviou e prometeu que iria usá-lo. Moisés duvidou e preferiu lutar contra o chamado do Senhor por algum tempo.
Nossa vida está repleta de situações como essa. Na verdade Moisés era um dos homens melhor preparados de sua época, havia tido tempo para estudar a fim de se tornar um dos prováveis sucessores de faraó, havia tido a oportunidade de viver muito tempo no deserto como um estrangeiro sem pátria, ele era pastor das ovelhas de seu sogro, mas mesmo tendo sido treinado por Deus tanto na arte da administração como na arte da paciência não julgava a si mesmo como alguém digno de ser seguido. Quantas vezes você se viu em uma situação como essa? Quantas vezes você se viu diante de algo que poderia facilmente resolver através de suas habilidades naturais, mas mesmo assim preferiu manter-se longe? Isso é natural, cada um de nós já passou por isso. Se Moisés passou porque eu não poderia passar.
Bem, podemos tirar inúmeras lições desse texto. Moisés finalmente se decidiu e passou a servir Deus. Ele deixou de lado sua insegurança e foi usado por Deus de maneira muito intensa, foi capaz de retirar todo o seu povo da escravidão, os conduziu por cerca de quarenta anos através de uma jornada pelo deserto. As ações desse grande homem de Deus ainda causam efeito em nossas vidas na atualidade. Mas há uma pergunta: o que o tirou de seu sossego? O que o levou a seguir a direção certa e obedecer a Deus? Essa resposta é fácil. Ele decidiu sair de seu lugar de conforto e seguiu a ordem Divina para sua existência. Cada um de nós tem seu próprio comodismo e inseguranças, mas, precisamos agir como esse grande patriarca, precisamos nos levantar e deixar de lado nosso comodismo. Que Deus nos ajude a levantar e seguir o Seu caminho.
Pr. Humberto
terça-feira, 24 de julho de 2007
Caminho de Deus
A Bíblia é cheia de situações em que o Senhor indicou claramente o caminho, mas o povo simplesmente ignorou a opção de seguir ao único e verdadeiro Deus e preferiu seguir o seu próprio trajeto. Por outro lado, sempre que o povo obedecia recebia a recompensa. Deus os abençoava como havia prometido desde o principio. “No dia em que foi armada a Tenda Sagrada, veio uma nuvem e a cobriu. De noite a nuvem parecia fogo.” (Números 9:15 NTLH). Qual é o significado dessa passagem para as nossas vidas hoje? Significa que ao nos ligarmos a Deus e prestarmos atenção a Sua vontade certamente seremos muito mais felizes do que temos sido. É uma matemática muito simples, quando ouvimos a voz de Deus e aceitamos os Seus propósitos para as nossas vidas passamos a desfrutar da presença constante do Senhor ao nosso redor. Da mesma maneira que o Senhor agiu no passado com o povo no deserto Ele pode agir em nossas vidas, basta que sejamos capazes de deixarmos de lado a nossa vontade para fazermos a vontade do Pai.
Talvez seja um pouco difícil de imaginar como seria possível deixar de lado os desejos e as paixões que nos são tão queridas e intrinsecamente ligadas ao nosso ser. Talvez complicado imaginar uma maneira de abrir mão de nossa própria vontade e aceitarmos instruções de outra pessoa, mesmo que esta pessoa seja Deus. Mas o fato que precisamos compreender é que não há muitas opções, ou vivemos intensamente ao lado de Deus ou vivemos intensamente longe Dele. A maneira correta de nos aproximarmos de Deus e de nos tornarmos realmente felizes é através do aprendizado constante e de um caminhar diário com o Seu Filho, Cristo Jesus. Isto se dá através de um envolvimento genuíno de discipulado e compromisso. Cada um dos filhos de Deus tem o dever de, em primeiro lugar buscar discipulado e logo em seguida oferecer discipulado a alguém. Isso não é uma opção, é muito mais uma obrigação. Não podemos permitir que os filhos de Deus caminhem em direção oposta a Sua vontade, precisamos nos levantar e assumir o papel de instrutores e guias. Que Deus nos ajude a caminhar na direção certa.
Pr. Humberto
segunda-feira, 9 de julho de 2007
A COMUNHÃO REALMENTE EXISTE?
Esse é sem dúvida nenhuma um dos textos que mais falam ao meu coração em toda a Bíblia. Impressiona-me muito perceber que esses cristãos do primeiro século enfrentavam tantas coisas juntos e mesmo assim permaneciam juntos. Pelo fato de alguns deles terem convivido intimamente com o Senhor Jesus a comunidade teve a grande oportunidade de viver quase que de maneira perfeita o ideal de Cristo para os seus filhos, mas, eu disse quase perfeitamente. Eles também enfrentavam sérios problemas em relação à convivência e também em relação à aceitação de uns em detrimento dos outros.
Dentro da comunidade cristã sempre houve momentos de grande interação e companheirismo entre os membros, mas também houve momentos em que nada corria de acordo com os planos de Deus. Nesse novo tempo que vivemos estamos lutando com o esfriamento de muitos aspectos da vida evangélica, um deles é exatamente esse, a comunhão. Nossa luta tem sido muito mais em relação ao que comer ou ao que vestir, ou seja, os conceitos doutrinários e práticos da vida da igreja do que em manter uma relação de verdadeira amizade e confiança entre os irmãos. Isso é muito sério, se não formos capazes de modificarmos essa estrutura corrompida em nossa comunidade seremos apenas um amontoado de pessoas sem um propósito comum. Vale a pena lembrar que o grande e único alvo de cada cristão deveria ser o Senhor Jesus, mas, temos visto o contrario, muitos irmãos tem se desviado de sua função e têm sido prejudicados por essa atitude.
A pergunta que intitula o texto dessa semana é bastante pertinente. Será que temos desenvolvido realmente uma comunhão sadia entre os irmãos ou será que nossa luta tem sido muito mais em fazer valer a nossa opinião sem que a opinião dos outros seja levada em conta? Temos que nos avaliar neste aspecto ou seremos colhidos pelo mundo, seremos reconhecidos como joio em vez de trigo. Certamente que o Senhor Jesus nos tornou igreja para que vivêssemos em harmonia e em completa comunhão, portanto, nosso dever é olhar para o texto de Atos 2:46-47 e repensar alguns tipos de atitudes que temos tomado, em casa e também na igreja. A comunhão realmente existe e deve ser mantida a qualquer preço, Cristo deu a Sua vida pela igreja e em virtude disso é que temos razão, não somente para vivermos juntos, mas também para chamarmos outros para viverem junto a nós.
Deus abençoe você e sua família.
Pr. Humberto
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Omissão Nossa de Cada Dia.
Em primeiro lugar cabe ressaltar que quem sabe fazer o bem e não o faz está cometendo pecado, “Portanto, comete pecado a pessoa que sabe fazer o bem e não faz.” (Tiago 4:17 NTLH), qualquer coisa que podemos fazer e deixamos de realizar se torna pecado se isso puder prejudicar qualquer pessoa. Se não participo das atividades da igreja com a assiduidade que deveria acabo deixando de crescer e, em conseqüência disso, evito que outras pessoas cresçam. Sabe por quê? Porque se não desenvolvo o meu potencial, ou seja, os talentos e os dons que Deus me deu, acabo não ajudando os outros irmãos a desenvolverem os seus. Isso é muito ruim, perpetuar a mediocridade do povo de Deus através da minha falta de vontade de trabalhar em Seu Reino. Portanto, cada um de nós tem o dever de se envolver intimamente com o Senhor e fazer a Sua vontade.
A omissão nos afasta da presença de Deus. Em Atos 1:8 temos a indicação clara de que Deus mesmo nos daria as condições para desenvolvermos o nosso trabalho. Isso significa que quando não trabalhamos para Deus da maneira correta estamos deixando de ser úteis a Ele, afinal, foi o Senhor que nos confiou a maior de todas as tarefas, anunciar a Salvação em Cristo Jesus. Irmão, os anjos não receberam esta tarefa, fomos nós, então, não podemos nos acomodar e não podemos permitir que as pedras clamem em nosso lugar. Que Deus nos ajude a mantermos sempre viva a nossa vontade de trabalhar para o Reino.
Pr. Humberto
terça-feira, 19 de junho de 2007
PECADOS RELACIONADOS AS NOSSAS AÇÕES
PECADOS RELACIONADOS AS NOSSAS AÇÕES.
A cada dia fica mais difícil manter uma vida reta. A cada momento somos bombardeados com informações que não precisamos ter, somos forçados a observar imagens que não precisamos ver e somos levados a praticar atos que não gostaríamos de fazer. Eu disse que somos forçados, mas na verdade racionalizamos uma série de coisas a fim de tornar a nossa culpa diante de Deus um pouco menos evidente. Talvez consigamos
nos enganar e desta maneira possamos viver em paz com a nossa consciência. Mas o fato é que tudo isso é ilusão, na verdade não conseguimos viver em paz com nossa consciência, não conseguimos superar os reflexos de nossos atos e em consequência disso não agradamos a Deus.
O nome para isso que me refiro é transgressão. Cada vez que nos deparamos com algo que poderíamos evitar, por sabermos que desagrada a Deus mas mesmo assim fazemos, na verdade estamos transgredindo a Sua Lei. Isso é pecado e nossas ações nos levam para longe de Deus.
Em Efésios 5:12 o apóstolo Paulo nos mostra que os que transgridem a Lei de Deus não vão herdar o que Cristo separou para os seus Filhos, portanto, cada um de nós deve observar a maneira como tem levado a vida e como isso tem afetado o seu contato com o Pai.
Não podemos transigir nas coisas que são sagradas para Deus, cada um de nós precisa cuidar de seu modo de vida, para que as nossas ações possam alegrar o coração de Deus.
Pr. Humberto
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
FOME E SEDE
Parace radicalismo da minha parte, mas não é. Com certeza em cada dez repetições, apenas duas são realmente sinceras. Quando penso nessa realidade, a realidade de que grande parte dos jovens que frequentam as igrejas evangelicas espalhadas pela nossa cidade nunca estiveram realmente face a face com Deus, tenho vontade de chorar compulsivamente. Essa realidade me corta o coração, certamente magoa muito mais o coração de Cristo, que se deu por cada um de nós.
Por outro lado, o lado de dentro das igrejas, se percebe que o problema não é apenas das massas de jovens anincéfalos espirituais, é principalmente nossa, os que somos os anciões de nossas igrejas. Temos permitido que certos comportamentos potencialmente destrutivos para a formação de um caráter cristão bem desenvolvido sejam, inclusive, estimulados entre os jovens, por nós mesmos.
Assusta pensar que daqui a alguns anos, quando realmente me tornar um ancião, uma geração de pessoas desprovidas de vida nova em Cristo serão os pastores e líderes que meus netos irão seguir.
No inicio deste artigo eu mencionei o fato de se cantar, de maneira semelhante ao que se ouve em um templo budista o mesmo em um culto hinduista, frases que não dizem nada a quem está cantando, pois bem, é verdade, mas ainda resta esperança. Ainda há luz no fim do túnel. Isso porque a mesma geração que cresceu ouvido os mantras gospel tem sentido a necessidade de conhecer de maneira pessoal o Alvo de suas canções, ou seja, Cristo.
Enquanto escrevo este texto, estou na igreja, ouço o ensaio de um grupo que tem tido essa disposição, a disposição de realmente conhecer a Deus. Louvo a Deus por ter me dado vida até esse momento, afinal, estou vendo o inicio de um verdadeiro avivamento. Que sopre o vento, que as águas encham as cisternas e que, cada vez mais, desejemos muito mais de Cristo e muito menos de nós.
Pr. Humberto